Trump diz que 'praticamente tudo foi destruído no Irã' e afirma que haverá nova onda de ataques

Trump diz que 'praticamente tudo foi destruído no Irã'
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (3) que sua ofensiva no Irã em parceria com Israel destruiu "praticamente tudo" no país do Oriente Médio e anunciou que uma nova onda de ataques ocorrerá "em breve".
"Praticamente tudo foi destruído no Irã", declarou Trump durante conversa com jornalistas no Salão Oval da Casa Branca após reunião com o chanceler alemão, Friedrich Merz.
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No encontro, Trump disse ainda que o Irã está agora sem defesas aéreas e reforçou que a ofensiva de EUA e Israel continuará pelas próximas semanas, com lançamento de mísseis e drones. O governo iraniano nega ter perdido a capacidade de se defender.
O norte-american também afirmou que a ofensiva deixou o Irã ficou também sem liderança e, sem especificar, disse que "hoje houve um ataque na nova liderança" — mais cedo, a imprensa israelense afirmou que Israel atacou o prédio do conselho de aiatolás responsável por escolher o próximo líder supremo do país.
'Ataquei porque achei que eles atacaria antes'
O chanceler alemão, Friedrich Merz, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante conversa no Salão Oval da Casa Branca, em 3 de março de 2026.
Jonathan Ernst/ Reuters
No encontro com Merz, a primeira reunião com um líder europeu desde o ataque, o norte-americano endossou novamente sua decisão de bombardear o Irã, justificando ter atacado "achei que eles atacariam antes", e reconheceu ter pressionado Israel a participar da ofensiva.
O norte-americano afirmou ainda querer que "alguém de dentro" do regime iraniano para liderar o país, mas que acredita que o país do Oriente Médio ficou sem liderança e sem defesa do espaço aéreo.
O norte-americnao disse ainda que seguirá realizando incursõess militares no Irã. "Eu ataquei porque achei que eles atacariam antes", disse.
O presidente dos EUA, Donald Trump, recebeu o chanceler alemão Friedrich Merz na Casa Branca na terça-feira para conversas, enquanto a guerra entre EUA e Israel contra o Irã se intensificava, elevando os preços do petróleo ao seu nível mais alto desde 2024.
Ao lado de Merz, disse a repórteres que os dois líderes conversariam sobre a guerra, acrescentando que o líder alemão "tem ajudado". Trump afirmou que acordos comerciais também estariam na agenda.
Trump disse que a Alemanha estava permitindo que forças norte-americanas desembarcassem em "certas áreas", mas que os EUA não estavam pedindo que a Alemanha fornecesse tropas.
"Eles estão nos permitindo desembarcar em certas áreas, e nós agradecemos, e eles estão apenas nos deixando confortáveis", disse Trump. "Não estamos pedindo que eles enviem tropas terrestres."
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Merz partiu de Berlim para Washington no mesmo dia em que a Alemanha e a França anunciaram planos para aprofundar a cooperação em matéria de dissuasão nuclear, mais uma medida dos vizinhos europeus para se adaptarem às mudanças na relação transatlântica em meio às ameaças contínuas da Rússia e à temida instabilidade ligada ao conflito com o Irã.
Merz foi o primeiro líder europeu a visitar Washington após os ataques ao Irã – que bloquearam uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo e mergulharam o transporte aéreo global no caos.
Inicialmente prevista para se concentrar no comércio, a reunião será ofuscada pelo ataque conjunto dos EUA e de Israel que matou o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e outros líderes iranianos no fim de semana.
No domingo, Merz não criticou os ataques aéreos dos EUA, mas também não chegou a endossar a operação, que, segundo críticos de Trump, foi realizada sem justificativas suficientes e sem o respaldo legal necessário no direito internacional.





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