EDITORIAL Os bastidores de 2026: a guerra silenciosa pelo poder na Paraíba - Por Esdras Trajano Leal

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Sousa,18/04/2026

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EDITORIAL Os bastidores de 2026: a guerra silenciosa pelo poder na Paraíba - Por Esdras Trajano Leal

Enquanto Cícero e Lucas aparecem na linha de frente, outras forças políticas se movimentam discretamente para redefinir o mapa do poder estadual.


EDITORIAL Os bastidores de 2026: a guerra silenciosa pelo poder na Paraíba - Por Esdras Trajano Leal




Se a superfície da política paraibana aponta para uma disputa entre Cícero Lucena e Lucas Ribeiro, os bastidores revelam um tabuleiro muito mais complexo.


A eleição de 2026 está longe de ser uma corrida de apenas dois candidatos. Nos corredores da política estadual, outros nomes e grupos trabalham silenciosamente para influenciar ou até redesenhar completamente o cenário eleitoral.


Entre eles estão figuras como o senador Efraim Filho, o ex-deputado federal Pedro Cunha Lima e o senador Veneziano Vital do Rêgo, cada um com seus próprios cálculos políticos e estratégias de sobrevivência eleitoral.


Efraim Filho, por exemplo, consolidou uma base política importante no Senado e mantém forte articulação com prefeitos e lideranças municipais. Seu projeto político para 2026 ainda não está completamente definido, mas poucos duvidam de que ele pretende exercer influência direta no processo.


Pedro Cunha Lima, por sua vez, permanece como uma referência dentro de setores da oposição estadual. Mesmo após a derrota na eleição de 2022, seu nome continua sendo lembrado como uma alternativa política com potencial de reorganizar forças oposicionistas.


Já Veneziano Vital do Rêgo representa outro pólo relevante. Com experiência política consolidada e presença significativa em regiões estratégicas do estado, ele continua sendo um ator capaz de alterar equações eleitorais.


Mas talvez o fator mais intrigante da política paraibana esteja dentro do próprio campo governista. A sucessão do governador João Azevêdo pode desencadear uma disputa interna por protagonismo político. Isso ocorre porque diferentes lideranças que hoje compõem a base governista possuem ambições próprias para o futuro.


Quando um governo se aproxima do final de seu ciclo, a unidade política que antes parecia sólida começa naturalmente a se fragmentar. Esse fenômeno é histórico e se repete em praticamente todos os estados brasileiros.


Na Paraíba não será diferente. Prefeitos começam a avaliar cenários, deputados observam pesquisas, partidos calculam riscos e lideranças regionais procuram garantir espaço no próximo ciclo de poder. Nesse ambiente, a eleição de 2026 tende a se transformar em uma das disputas mais imprevisíveis da política paraibana nos últimos anos.


Porque enquanto alguns olham apenas para os nomes que aparecem nas pesquisas, outros já estão trabalhando nas engrenagens invisíveis que realmente decidem eleições. E na política  como a história ensina repetidamente, muitas vezes o resultado não é decidido no palco, mas nos bastidores.

Esdras Trajano Leal 

EdyFéNews.

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